Teorias da Evolução
Condizente e lógica surge, ditada pelo francês Lamark, em 1809, a obra Filosofia Zoológica, esta implica na teoria de que “a função cria o órgão”, ou seja, as habilidades de cada ser vivo vão se adaptando às suas respectivas necessidades. Um exemplo é o da girafa e seu longo pescoço, que supostamente é oriundo do grande esforço exercido para o alcance das folhas nas arvores mais altas.
Em exato meio século depois, Darwin publicou uma nova teoria, chamada de A Origem das Espécies. Nela é classificada a crença da seleção natural, onde decorrente dos fatores da própria natureza, tais como, temperatura, vegetação, etc, sobrevivem apenas os seres melhor adaptados, evoluindo assim, de forma mais pacifica e facilitada, enquanto são eliminados aqueles que não apresentam condições de sobrevivência sob tais aspectos climáticos.
A Espécie Humana
Estimasse que o homem habite a terra há cerca de 6 milhões de anos, sendo a espécie mais antiga de conhecimento a do Astralopithecus. Sua existência foi comprovada após a descoberta de vestígios arqueológicos, na África, entre eles um esqueleto praticamente completo daquele que até hoje é o fóssil mais antigo já encontrado. Chamado de Lucy pelos cientistas, é uma fêmea, que morrera com cerca de 20 anos de idade e é de aproximadamente 3,5 milhões de anos atrás.
A evolução deu origem à uma nova espécie, a do Homo habilis, que conviveu durante certo período com o antes citado Astralopithecus, e o substitui quando fora extinto. O Homo habilis, denominado assim por sua capacidade de fabricar utensílios, tinha o crânio maior do que o de seus ancestrais, e de maior semelhança com o formato do rosto humano. Desta espécie, todos os vestígios são provenientes da África, e estudos aprovam que estes povoaram as regiões entre a Etiópia e a África do Sul, entre 1 à 1,5 milhão de anos.
Depois do Homo habilis surge há pouco mais de 1 milhão de anos atrás o Homo erectus, caracterizado pela utilização do fogo, que proporcionou incontáveis vantagens, tais como o cozimento dos alimentos, o fornecimento de luz e de calor, proteção contra animais.
Surge uma subdivisão, conhecida como Homo Ergaster, ou Homo erectus ergaster com origem há 1,8 a 1,25 milhões de anos. Essa subdivisão feita por pesquisadores teve o intuito de distinguir as origens, sendo que o H. erectus define os fósseis encontrados na Ásia e como H. ergaster os demais.
O Homem de Heidelbergensis viveu entre 8 a 3 mil anos atrás, e também é conhecido como Homo Sapiens Heidelbergensis e Homo sapiens paleohungaricus.
Homo sapiens idaltu, data 160 mil, e anatomicamente é a relação mais fiel do humano atual.
Aparece em seguida o homem de Neandertal ou Homo sapiens neandertalensis, que viveu no período estimado de 250 à 30 mil anos. Esta é a espécie mais intrigante, pois todas as fontes apontam características diferente dos demais fósseis encontrados, fazendo com que os cientistas o classifiquem como uma subespécie. Além da diferença na formação óssea, o Homem de Neandertal não é apontado como um de nossos ancestrais, pois seu DNA não tem semelhança direta com o dos outros seres humanos. Essa subespécie tem origem de uma região específica que percorre o ocidente europeu até o Oriente Médio. Apesar das diferenças, a reconstrução de um crânio, único com uma coluna serviçal, possibilitou o descobrimento de uma possível caixa fonática, esta sim, bastante semelhante à do homem moderno, e que cogita a possibilidade destes seres terem desenvolvido uma capacidade de comunicação oral semelhante à fala.
Surgidos há mais ou menos 200 mil anos, o Homo sapiens (que significa sábio, inteligente) viveu no período glacial, no Pleistoceno Médio ente a Glaciação Riss e a Glaciação Wisconsin, há cerca de 250 mil anos, e o crânio expandido, combinado com a fabricação inteligente de ferramentas, faz uma ligação direta de transição com o Homo ercetus. Existem vestígios da migração desta espécie para fora da África, dando diferentes desenvolvimento e criação entre um grupo e outro. Além disso, teve convivência com o Homem de Neandertal, da qual não há relatos.
Com cerca de 12 mil anos, aparece com pouca atenção o Homo floresiensis, que também é chamado de hobbit devido a sua baixa estatura.
O Paleolítico
Paleolítica é uma dominação de direta referencia à “pedra antiga”, e foi o nome dado à época em que surgiram as primeiras sociedades, reconhecidamente humanas de que temos notícia. Estas comunidades tinham como atividade básica a caça e a coleta, baseados no estilo de vida nômade.
Estima-se que estes grupos viveram num período de Três e Um milhão de anos atrás, num ambiente que se assemelha ao da savana africana. Os Astralopithecus baseavam a sua sobrevivência na coleta de vegetais, e da caça de animais de pequeno porte, deslocando-se pelo território sempre que a comida começasse a se tornar escassa e insuficiente as necessidades dos grupos. Migravam para novas áreas que fornecessem água e quantidades fartas de alimento.
Além da carne obtida pelas caçadas, estes homens aproveitavam-se de animais que morriam naturalmente ou das sobras de outros predadores.
A caça, segundo vestígios encontrados em sítios arqueológicos era feita através de armadilhas que se aproveitavam de depressões e outras características, tais como penhascos, e regiões pantanosas. Os animais eram cercados e encurralados com a utilização do fogo, essa técnica exigia a participação de grande numero de indivíduos, estes recebiam em troca do auxílio pedaços da carne do animal caçado. Depois dela, apareceram maneiras mais avançadas para a caça, já com utilização de flechas, facas, entre outros utensílios, permitindo a conquista da caça de animais como cavalos e cervos. A utilização destes instrumentos permitiu a caça individual, eliminando o grande numero de pessoas envolvidas, e aumentando a vantagem e quantidade de alimento.
Através de fósseis encontrados, foi possível também a descoberta de uma migração feita para o continente hoje americano. Essa possibilidade se deu através de mudanças climáticas ocorridas naquele período, onde houve uma expansão da calota polar para zonas temperadas, formando uma passagem de gelo entre o extremo norte asiático e americano, unindo-os por um breve período de tempo.
Os Pigmeus
São membros de uma sociedade oriunda da África, despertam curiosidade devido a sua baixa estatura, que não passa de 1,50m. Vivem de forma bastante primitiva, deslocando seus acampamentos com freqüência, se assemelhando aos nossos ancestrais. Buscam alimentos da coleta de vegetais, e habitam em especial a região do vale do Rio Congo. Na tribo pigméia, existe uma autoridade, que não pode ser considerada chefe, apenas lhe é ínsito respeito.
As comunidades são formadas por no máximo 50 pessoas, podendo ter chegada e saída de integrantes. As famílias vivem em cabanas, cada uma com três gerações. Quando há desentendimentos, o provocante é afastado durante um tempo do convívio social, até que seja amenizada a situação, depois eu trazido de volta.
Os casais dividem autoridade igualitariamente, e para conseguir a mão da mulher em casamento, o pretendente deve oferecer seus serviços à família da futura esposa, por longo tempo.
Consiste no dominio conquistado pelo homem sobre o cultivo da terra. Partimos da atmosfera paleolítica que se fazia unicamente predadora, e iniciamos o neolítico, onde o homem passou a cultivar os próprios alimentos, abandonando a vida nômade e fixando-se em determinadas áreas, definidas principalmente pela proximidade à rios ou outras fontes permanentes de água, o que lhe oferecia terras férteis para o plantio.
Esse fato se originou da necessidade de se enquadrar a mudanças no ecossistema, ocasionados por alterações climáticas. Decorrente destas alterações o clima ficou mais quente, extinguindo animais de porte superior, como o mamute e o rinoceronte peludo, que faziam parte da dieta básica destes homens. Além de algumas extinções, houve a migração de muitos animais para o norte. Outra mudança que dificultou a caça foi a dos animais que antes costumavam viver em manadas, e se dispersaram pelas florestas, tornando mais difícil a sua captura. Nestas condições os humanos foram obrigados a exercer novas alternativas para a conquista de alimentos. A mais importante foi a da coleta baseada num sistema periódico, que acompanhava o tempo de desenvolvimento das plantas, os primeiros passos do que hoje conhecemos como agricultura. Além disso, especializaram-se em técnicas de caça e de pesca, aprimorando técnicas e os instrumentos utilizados.
Em meados de 9000 a.C., surgiram as primeiras domesticações de animais, como o cão. Isso se deu pela necessidade de aproveitamento, cada vez mais aprofundado de todos os recursos naturais, pois se tornavam cada vez mais escassos impulsionados pelo aumento demográfico considerável. Alem da domesticação, o domínio sobre as plantas também se aprimorava, sendo possível a alteração de alguns processos naturais o que aumentava a freqüência da disponibilidade de frutos para a colheita. Essas técnicas supostamente iniciadas no Crescente Fértil, litoral do Oriente Médio logo se alastraram, percorrendo todas as regiões até alcançarem a Europa.
O inicio do domínio agrário e pecuário favoreceu a formação de vilas, algumas com aspecto bastante urbano. Com pouco tempo já apresentavam indícios de troca de objetos entre uma vila e outra, bem como a construção de silos para a armazenagem dos alimentos colhidos. Novos utensílios, como bacias, e outras ferramentas agrícolas também surgem nesta época.
O Mesolítico
Além do inicio do cultivo fixo e do domínio de alguns animais, ainda se fazia presente as técnicas e costumes antigos em alguns grupos, essa fase de transição foi chamada de mesolítica, que significa pedra intermediária.
Próximo a 6000 a.C. já era possível a observação da comercialização de materiais de luxo, que não eram vistos como componentes de primeira necessidade, já caracterizando uma elite e o desejo de diferenciação e poder econômico-social.
A especialização em tarefas especificas também nasce neste período, além da atenção para as vantagens da guerra, que favorecem fundamentalmente para a formação dos primeiros impérios, do Egito e da Suméria.
Não se sabe ao certo onde essas novas técnicas apareceram, se surgiram num único ponto especifico e depois se espalhou ou se teve origem em diversos focos isolados, mas em consenso sabemos da importância que essas descobertas trouxeram para a sociedade, tanto que fazem parte do ciclo econômico mundial.
A Idade dos Metais
O descobrimento de minas e o aperfeiçoamento de técnicas para trabalhar e moldar os metais, que surgiu entre 4 e 2000 a.C. favoreceu o trabalho agrícola e agropecuário. O metal substituiu as pedras nas ferramentas, fornecendo inúmeros benefícios. Mesmo que tenha se especializado mais adiante, desde o nono milênio já haviam algumas técnicas que utilizavam metais, ainda produzidas a partir do cobre encontrado na região como pequenos cristais, e que formavam alguns utensílios sem a fundição anterior.
As primeiras utilizações, ainda leigas, deste metal aproveitavam-se de uma espécie bem frágil, mas que era facilmente moldada. Com os aperfeiçoamentos na área, passou a utilizar a fundição e diluição a outros materiais, favorecendo a resistência das ferramentas produzidas.
Uma das técnicas era a extração do cobre de materiais como a malaquita, a azurita e a calcolita, depois de quebrado era submetido à altas temperaturas, em fornos circulares e parcialmente enterrados o que dava maior concentração do calor. Esse primeiro passo fazia o metal perder suas impurezas. Em seguida, era novamente fundida em crisol, e logo era despejado em formas de terracota ou pedra refratária como o esteatito. Depois de resfriada e endurecida era retirada do molde, afiada com pedra de amolar e reforçada com marteladas.
Depois dos anos 3000 a.C. o cobre passou a ser misturado com estanho para a produção do bronze. Esse novo material era bem mais fácil de ser trabalhado, pois além de ser mais duro, se fundia a partir de temperaturas mais baixas e enquanto líquido fluía muito mais facilmente que o cobre, gerando ferramentas mais sólidas.
O ferro também se faz presente desde o século XI a.C., principalmente na região do Oriente Médio, no entanto, somente Dois ou Três séculos mais tarde é que teve maior aprofundamento em suas técnicas, uma delas é a da carburação, quando se mistura pequena quantidade de carvão ao ferro, e a têmpera que proporciona o resfriamento rápido do metal.
Por volta do século III a.C., começam a surgir tentativas de divisão social, formação de comunidades mais urbanizadas, fator ocorrido devido a formação da policultura, com a plantação de cereais. Vinhedos, oliveiras, além da implantação de técnicas como a utilização de arados e carroças, e metais de sulfeto. Essas comunidades se localizavam principalmente na Europa central e na costa atlântica francesa. Encontrados arqueológicos de metais aprontam que nestas sociedades já havia a divisão de lideranças e hierarquias, a concentração populacional e as influencias sócio-culturais entre diferentes comunidades.
Existiam na Europa central, grupos que produziam cerâmicas decoradas, mas que foram substituídas pelo complexo Unetice (1900-1450 a.C.), cuja economia era baseada pela produção de cereais e pela metalúrgica. Esses grupos passaram então a produzir punhais de aço maciço e laminas decoradas, além de túmulos. Exemplo destes grupos são os Essex, na Grã-Bretanha, e os Polada, Teramaras e Apenínicos na Itália.
O fim da idade do bronze da Europa trouxe a cultura dos campos de urnas que nada mais eram que a pratica da cremação dos mortos, onde o pó restante era introduzido a uma urna de metal decorada, e enterrado em pequenas covas nos campos destinados a este fim. O maior achado arqueológico desta prática foi a do lago Federsee, em Württemberg, na Alemanha.
Essa tecnologia aplicada na fabricação de recipientes ocos de metal virou febre e uma das atividades base da economia, aliada a agricultura, esta responsável por vastas áreas de desmatadas por toda a Europa.
O grupo Hallsatt, na Europa Central foi responsável por grande difusão e comercialização entre as cidades, controlando quase que por total a distribuição das produções. A cidade localizada a sudeste de Salzburgo e abrangente dos vales dos rios Saona, Pó e Danpubio tinha a concentração de vários artesãos especializados.
Outras características marcantes, tanto do grupo como de toda a cultura dos povos da época é a de túmulos luxuosos. Dentro deles eram enterrados, além dos corpos, muitos pertences da família, dentre eles, até carroças e armas.
A Indústria Lítica
A indústria lítica se constrói basicamente da tecnologia aplicada na contrução de utensílios de pedra. Paleolítica (pedra antiga), Mesolítica (pedra média), Neolítica (pedra nova) e Calcolítica (pedra de bronze).
Os instrumentos mais antigos datados são os seixos, quebrados na proposta de formarem objetos cortantes. Os seus criadores foram da espécie Homo habilis, os primeiros humanos a desenvolverem e utilizarem ferramentas e utensílios.
Os segundos foram os machados de dupla face, trabalhados para que tivesse fio nas duas extremidades da lamina, geralmente feitos com sílex. Estas peças recebiam a interferência de fogo para ficarem mais maleáveis.
Depois destes abrimos a fase do microlítico (pedra pequena), componentes das culturas clactoniense e mustierense. Neste grupo estão as flechas, arpões, agulhas, entre outros e compreendem um teor mais elevado da intelectualidade humana
O fato de surgirem cada vez mais ferramentas, não deixa completamente banidos os costumes e técnicas antigos, estes simplesmente foram perdendo espaço aos poucos.
Surgiram as foices feitas com queixadas de animais, além de tratamentos especiais às facas utilizadas exclusivamente com a carne. Bacias de pedra, que com outra pedra manual esmagava os grãos e fazia farinha e mingau. Logo em seguida surgiram os moinhos manuais, além das cavadeiras, que faziam os buracos onde seriam plantadas as sementes. Essas cavadeiras tinham dois varões de dois metros com dois discos de pedra nas extremidades.
Outra criação fundamental do neolítico foi a cerâmica, essencial ao trabalho, em especial do leite. A primeira delas era bastante primitiva, mas logo abriu espaço para suas sucessoras, como a cerâmica de corda (chamada assim porque era decorada com cordas) e as de listras geométricas, feitas por pessoas com bom nível de especialização.
É nesta época que surgem também as habitações, as palafitas, feitas em plataformas sobre a água, as moradias em forma de círculos com entrada pelo teto que deram origem às primeiras cidades, além das embarcações feitas com pele de animais.
No neolítico também aparece a fabricação têxtil, com as técnicas de tear fibras como o linho e o algodão.
O metal traz o artesanato e outros trabalhos especializados. Os fornos, que ajudaram também na fabricação da cerâmica, que antes era aquecida pela exposição ao sol. E logo depois as construções megalíticas, feitas com grandes pedras.



