terça-feira, 29 de julho de 2008

PRÉ-HISTÓRIA

Teorias da Evolução

Condizente e lógica surge, ditada pelo francês Lamark, em 1809, a obra Filosofia Zoológica, esta implica na teoria de que “a função cria o órgão”, ou seja, as habilidades de cada ser vivo vão se adaptando às suas respectivas necessidades. Um exemplo é o da girafa e seu longo pescoço, que supostamente é oriundo do grande esforço exercido para o alcance das folhas nas arvores mais altas.

Em exato meio século depois, Darwin publicou uma nova teoria, chamada de A Origem das Espécies. Nela é classificada a crença da seleção natural, onde decorrente dos fatores da própria natureza, tais como, temperatura, vegetação, etc, sobrevivem apenas os seres melhor adaptados, evoluindo assim, de forma mais pacifica e facilitada, enquanto são eliminados aqueles que não apresentam condições de sobrevivência sob tais aspectos climáticos.

A Espécie Humana

Estimasse que o homem habite a terra há cerca de 6 milhões de anos, sendo a espécie mais antiga de conhecimento a do Astralopithecus. Sua existência foi comprovada após a descoberta de vestígios arqueológicos, na África, entre eles um esqueleto praticamente completo daquele que até hoje é o fóssil mais antigo já encontrado. Chamado de Lucy pelos cientistas, é uma fêmea, que morrera com cerca de 20 anos de idade e é de aproximadamente 3,5 milhões de anos atrás.
A evolução deu origem à uma nova espécie, a do Homo habilis, que conviveu durante certo período com o antes citado Astralopithecus, e o substitui quando fora extinto. O Homo habilis, denominado assim por sua capacidade de fabricar utensílios, tinha o crânio maior do que o de seus ancestrais, e de maior semelhança com o formato do rosto humano. Desta espécie, todos os vestígios são provenientes da África, e estudos aprovam que estes povoaram as regiões entre a Etiópia e a África do Sul, entre 1 à 1,5 milhão de anos.

Depois do Homo habilis surge há pouco mais de 1 milhão de anos atrás o Homo erectus, caracterizado pela utilização do fogo, que proporcionou incontáveis vantagens, tais como o cozimento dos alimentos, o fornecimento de luz e de calor, proteção contra animais.
Surge uma subdivisão, conhecida como Homo Ergaster, ou Homo erectus ergaster com origem há 1,8 a 1,25 milhões de anos. Essa subdivisão feita por pesquisadores teve o intuito de distinguir as origens, sendo que o H. erectus define os fósseis encontrados na Ásia e como H. ergaster os demais.

O Homem de Heidelbergensis viveu entre 8 a 3 mil anos atrás, e também é conhecido como Homo Sapiens Heidelbergensis e Homo sapiens paleohungaricus.

Homo sapiens idaltu, data 160 mil, e anatomicamente é a relação mais fiel do humano atual.

Aparece em seguida o homem de Neandertal ou Homo sapiens neandertalensis, que viveu no período estimado de 250 à 30 mil anos. Esta é a espécie mais intrigante, pois todas as fontes apontam características diferente dos demais fósseis encontrados, fazendo com que os cientistas o classifiquem como uma subespécie. Além da diferença na formação óssea, o Homem de Neandertal não é apontado como um de nossos ancestrais, pois seu DNA não tem semelhança direta com o dos outros seres humanos. Essa subespécie tem origem de uma região específica que percorre o ocidente europeu até o Oriente Médio. Apesar das diferenças, a reconstrução de um crânio, único com uma coluna serviçal, possibilitou o descobrimento de uma possível caixa fonática, esta sim, bastante semelhante à do homem moderno, e que cogita a possibilidade destes seres terem desenvolvido uma capacidade de comunicação oral semelhante à fala.

Surgidos há mais ou menos 200 mil anos, o Homo sapiens (que significa sábio, inteligente) viveu no período glacial, no Pleistoceno Médio ente a Glaciação Riss e a Glaciação Wisconsin, há cerca de 250 mil anos, e o crânio expandido, combinado com a fabricação inteligente de ferramentas, faz uma ligação direta de transição com o Homo ercetus. Existem vestígios da migração desta espécie para fora da África, dando diferentes desenvolvimento e criação entre um grupo e outro. Além disso, teve convivência com o Homem de Neandertal, da qual não há relatos.

Com cerca de 12 mil anos, aparece com pouca atenção o Homo floresiensis, que também é chamado de hobbit devido a sua baixa estatura.


O Paleolítico

Paleolítica é uma dominação de direta referencia à “pedra antiga”, e foi o nome dado à época em que surgiram as primeiras sociedades, reconhecidamente humanas de que temos notícia. Estas comunidades tinham como atividade básica a caça e a coleta, baseados no estilo de vida nômade.
Estima-se que estes grupos viveram num período de Três e Um milhão de anos atrás, num ambiente que se assemelha ao da savana africana. Os Astralopithecus baseavam a sua sobrevivência na coleta de vegetais, e da caça de animais de pequeno porte, deslocando-se pelo território sempre que a comida começasse a se tornar escassa e insuficiente as necessidades dos grupos. Migravam para novas áreas que fornecessem água e quantidades fartas de alimento.
Além da carne obtida pelas caçadas, estes homens aproveitavam-se de animais que morriam naturalmente ou das sobras de outros predadores.

A caça, segundo vestígios encontrados em sítios arqueológicos era feita através de armadilhas que se aproveitavam de depressões e outras características, tais como penhascos, e regiões pantanosas. Os animais eram cercados e encurralados com a utilização do fogo, essa técnica exigia a participação de grande numero de indivíduos, estes recebiam em troca do auxílio pedaços da carne do animal caçado. Depois dela, apareceram maneiras mais avançadas para a caça, já com utilização de flechas, facas, entre outros utensílios, permitindo a conquista da caça de animais como cavalos e cervos. A utilização destes instrumentos permitiu a caça individual, eliminando o grande numero de pessoas envolvidas, e aumentando a vantagem e quantidade de alimento.

Através de fósseis encontrados, foi possível também a descoberta de uma migração feita para o continente hoje americano. Essa possibilidade se deu através de mudanças climáticas ocorridas naquele período, onde houve uma expansão da calota polar para zonas temperadas, formando uma passagem de gelo entre o extremo norte asiático e americano, unindo-os por um breve período de tempo.

Os Pigmeus
São membros de uma sociedade oriunda da África, despertam curiosidade devido a sua baixa estatura, que não passa de 1,50m. Vivem de forma bastante primitiva, deslocando seus acampamentos com freqüência, se assemelhando aos nossos ancestrais. Buscam alimentos da coleta de vegetais, e habitam em especial a região do vale do Rio Congo. Na tribo pigméia, existe uma autoridade, que não pode ser considerada chefe, apenas lhe é ínsito respeito.
As comunidades são formadas por no máximo 50 pessoas, podendo ter chegada e saída de integrantes. As famílias vivem em cabanas, cada uma com três gerações. Quando há desentendimentos, o provocante é afastado durante um tempo do convívio social, até que seja amenizada a situação, depois eu trazido de volta.
Os casais dividem autoridade igualitariamente, e para conseguir a mão da mulher em casamento, o pretendente deve oferecer seus serviços à família da futura esposa, por longo tempo.

O Neolítico

Consiste no dominio conquistado pelo homem sobre o cultivo da terra. Partimos da atmosfera paleolítica que se fazia unicamente predadora, e iniciamos o neolítico, onde o homem passou a cultivar os próprios alimentos, abandonando a vida nômade e fixando-se em determinadas áreas, definidas principalmente pela proximidade à rios ou outras fontes permanentes de água, o que lhe oferecia terras férteis para o plantio.

Esse fato se originou da necessidade de se enquadrar a mudanças no ecossistema, ocasionados por alterações climáticas. Decorrente destas alterações o clima ficou mais quente, extinguindo animais de porte superior, como o mamute e o rinoceronte peludo, que faziam parte da dieta básica destes homens. Além de algumas extinções, houve a migração de muitos animais para o norte. Outra mudança que dificultou a caça foi a dos animais que antes costumavam viver em manadas, e se dispersaram pelas florestas, tornando mais difícil a sua captura. Nestas condições os humanos foram obrigados a exercer novas alternativas para a conquista de alimentos. A mais importante foi a da coleta baseada num sistema periódico, que acompanhava o tempo de desenvolvimento das plantas, os primeiros passos do que hoje conhecemos como agricultura. Além disso, especializaram-se em técnicas de caça e de pesca, aprimorando técnicas e os instrumentos utilizados.
Em meados de 9000 a.C., surgiram as primeiras domesticações de animais, como o cão. Isso se deu pela necessidade de aproveitamento, cada vez mais aprofundado de todos os recursos naturais, pois se tornavam cada vez mais escassos impulsionados pelo aumento demográfico considerável. Alem da domesticação, o domínio sobre as plantas também se aprimorava, sendo possível a alteração de alguns processos naturais o que aumentava a freqüência da disponibilidade de frutos para a colheita. Essas técnicas supostamente iniciadas no Crescente Fértil, litoral do Oriente Médio logo se alastraram, percorrendo todas as regiões até alcançarem a Europa.
O inicio do domínio agrário e pecuário favoreceu a formação de vilas, algumas com aspecto bastante urbano. Com pouco tempo já apresentavam indícios de troca de objetos entre uma vila e outra, bem como a construção de silos para a armazenagem dos alimentos colhidos. Novos utensílios, como bacias, e outras ferramentas agrícolas também surgem nesta época.

O Mesolítico

Além do inicio do cultivo fixo e do domínio de alguns animais, ainda se fazia presente as técnicas e costumes antigos em alguns grupos, essa fase de transição foi chamada de mesolítica, que significa pedra intermediária.

Próximo a 6000 a.C. já era possível a observação da comercialização de materiais de luxo, que não eram vistos como componentes de primeira necessidade, já caracterizando uma elite e o desejo de diferenciação e poder econômico-social.
A especialização em tarefas especificas também nasce neste período, além da atenção para as vantagens da guerra, que favorecem fundamentalmente para a formação dos primeiros impérios, do Egito e da Suméria.

Não se sabe ao certo onde essas novas técnicas apareceram, se surgiram num único ponto especifico e depois se espalhou ou se teve origem em diversos focos isolados, mas em consenso sabemos da importância que essas descobertas trouxeram para a sociedade, tanto que fazem parte do ciclo econômico mundial.

A Idade dos Metais

O descobrimento de minas e o aperfeiçoamento de técnicas para trabalhar e moldar os metais, que surgiu entre 4 e 2000 a.C. favoreceu o trabalho agrícola e agropecuário. O metal substituiu as pedras nas ferramentas, fornecendo inúmeros benefícios. Mesmo que tenha se especializado mais adiante, desde o nono milênio já haviam algumas técnicas que utilizavam metais, ainda produzidas a partir do cobre encontrado na região como pequenos cristais, e que formavam alguns utensílios sem a fundição anterior.
As primeiras utilizações, ainda leigas, deste metal aproveitavam-se de uma espécie bem frágil, mas que era facilmente moldada. Com os aperfeiçoamentos na área, passou a utilizar a fundição e diluição a outros materiais, favorecendo a resistência das ferramentas produzidas.
Uma das técnicas era a extração do cobre de materiais como a malaquita, a azurita e a calcolita, depois de quebrado era submetido à altas temperaturas, em fornos circulares e parcialmente enterrados o que dava maior concentração do calor. Esse primeiro passo fazia o metal perder suas impurezas. Em seguida, era novamente fundida em crisol, e logo era despejado em formas de terracota ou pedra refratária como o esteatito. Depois de resfriada e endurecida era retirada do molde, afiada com pedra de amolar e reforçada com marteladas.
Depois dos anos 3000 a.C. o cobre passou a ser misturado com estanho para a produção do bronze. Esse novo material era bem mais fácil de ser trabalhado, pois além de ser mais duro, se fundia a partir de temperaturas mais baixas e enquanto líquido fluía muito mais facilmente que o cobre, gerando ferramentas mais sólidas.
O ferro também se faz presente desde o século XI a.C., principalmente na região do Oriente Médio, no entanto, somente Dois ou Três séculos mais tarde é que teve maior aprofundamento em suas técnicas, uma delas é a da carburação, quando se mistura pequena quantidade de carvão ao ferro, e a têmpera que proporciona o resfriamento rápido do metal.
Por volta do século III a.C., começam a surgir tentativas de divisão social, formação de comunidades mais urbanizadas, fator ocorrido devido a formação da policultura, com a plantação de cereais. Vinhedos, oliveiras, além da implantação de técnicas como a utilização de arados e carroças, e metais de sulfeto. Essas comunidades se localizavam principalmente na Europa central e na costa atlântica francesa. Encontrados arqueológicos de metais aprontam que nestas sociedades já havia a divisão de lideranças e hierarquias, a concentração populacional e as influencias sócio-culturais entre diferentes comunidades.
Existiam na Europa central, grupos que produziam cerâmicas decoradas, mas que foram substituídas pelo complexo Unetice (1900-1450 a.C.), cuja economia era baseada pela produção de cereais e pela metalúrgica. Esses grupos passaram então a produzir punhais de aço maciço e laminas decoradas, além de túmulos. Exemplo destes grupos são os Essex, na Grã-Bretanha, e os Polada, Teramaras e Apenínicos na Itália.
O fim da idade do bronze da Europa trouxe a cultura dos campos de urnas que nada mais eram que a pratica da cremação dos mortos, onde o pó restante era introduzido a uma urna de metal decorada, e enterrado em pequenas covas nos campos destinados a este fim. O maior achado arqueológico desta prática foi a do lago Federsee, em Württemberg, na Alemanha.
Essa tecnologia aplicada na fabricação de recipientes ocos de metal virou febre e uma das atividades base da economia, aliada a agricultura, esta responsável por vastas áreas de desmatadas por toda a Europa.
O grupo Hallsatt, na Europa Central foi responsável por grande difusão e comercialização entre as cidades, controlando quase que por total a distribuição das produções. A cidade localizada a sudeste de Salzburgo e abrangente dos vales dos rios Saona, Pó e Danpubio tinha a concentração de vários artesãos especializados.
Outras características marcantes, tanto do grupo como de toda a cultura dos povos da época é a de túmulos luxuosos. Dentro deles eram enterrados, além dos corpos, muitos pertences da família, dentre eles, até carroças e armas.

A Indústria Lítica

A indústria lítica se constrói basicamente da tecnologia aplicada na contrução de utensílios de pedra. Paleolítica (pedra antiga), Mesolítica (pedra média), Neolítica (pedra nova) e Calcolítica (pedra de bronze).
Os instrumentos mais antigos datados são os seixos, quebrados na proposta de formarem objetos cortantes. Os seus criadores foram da espécie Homo habilis, os primeiros humanos a desenvolverem e utilizarem ferramentas e utensílios.
Os segundos foram os machados de dupla face, trabalhados para que tivesse fio nas duas extremidades da lamina, geralmente feitos com sílex. Estas peças recebiam a interferência de fogo para ficarem mais maleáveis.
Depois destes abrimos a fase do microlítico (pedra pequena), componentes das culturas clactoniense e mustierense. Neste grupo estão as flechas, arpões, agulhas, entre outros e compreendem um teor mais elevado da intelectualidade humana

O fato de surgirem cada vez mais ferramentas, não deixa completamente banidos os costumes e técnicas antigos, estes simplesmente foram perdendo espaço aos poucos.
Surgiram as foices feitas com queixadas de animais, além de tratamentos especiais às facas utilizadas exclusivamente com a carne. Bacias de pedra, que com outra pedra manual esmagava os grãos e fazia farinha e mingau. Logo em seguida surgiram os moinhos manuais, além das cavadeiras, que faziam os buracos onde seriam plantadas as sementes. Essas cavadeiras tinham dois varões de dois metros com dois discos de pedra nas extremidades.
Outra criação fundamental do neolítico foi a cerâmica, essencial ao trabalho, em especial do leite. A primeira delas era bastante primitiva, mas logo abriu espaço para suas sucessoras, como a cerâmica de corda (chamada assim porque era decorada com cordas) e as de listras geométricas, feitas por pessoas com bom nível de especialização.
É nesta época que surgem também as habitações, as palafitas, feitas em plataformas sobre a água, as moradias em forma de círculos com entrada pelo teto que deram origem às primeiras cidades, além das embarcações feitas com pele de animais.
No neolítico também aparece a fabricação têxtil, com as técnicas de tear fibras como o linho e o algodão.
O metal traz o artesanato e outros trabalhos especializados. Os fornos, que ajudaram também na fabricação da cerâmica, que antes era aquecida pela exposição ao sol. E logo depois as construções megalíticas, feitas com grandes pedras.

domingo, 16 de março de 2008

Revolução Forroupilha

Tranformado em palco de revoltas para todo lado, o Brasil vive a mais violenta, e duradoura batalha da época. Muitas guerras com o nome de uma, a Guerra dos Farrapos.
Marcada pelo descontentamento, por traições, e pelo anseio de liberdade, os gaúchos celebram o episódio mais marcante de sua história.
Como dizem escritores do assunto, nesta confusão de ideiais, heróis são vilões e vilões são heróis. E a razão, está do lado dos vivos, porque os mortos, não falam mais.

Ao longo de 3.466 dias, com 56 confrontos oficializados, e entre 3 a 5 mil mortos, marcasse em 20 de setembro de 1835 o incío da Guerra, com a tomada de Porto Alegre pelos rebeldes.
Formou-se uma fronteira armada, onde cada peão tinha seu soldado, e cada pago seu exército.
Nenhuma outra província obtinha o tão aprofundado conhecimento guerrilheiro de que dispunha o Rio Grande do Sul, e o império logo sentiu isso.
O conflito principiou com a revolta inciada pelo general monarquista Bento Gonçalves, contra os desmandos do presidente da província, Fernando Braga. Logo, vieram a tona todas as insatisfações e a raiva que sentiam contra o governo.

Mesmo que tenha sido por causas mal explicadas, no dia 11 de setembro de 1836, o general Antônio de Souza Netto, em palco da recente vitória na batalha de Seival, proclamou a indepência da Província do Rio Grande do Sul com o pronunciamento das seguintes palavras "Camaradas! Nós devemos ser os primeiros a proclamar, como proclamamos, a independência desta Província, a qual fica desligada das demais do império e forma um Estado livre e independente, com o título de República Rio Grandense".

Bento Gonçalves

Um estancieiro por legado familiar, cavaleiro, guerreiro, contrabandista de gado, bailarino por paixão, Bento Gonçalves se mostra vocacionado também para a área militar.
Caudilho, nascido em setembro de 1788, próximo à Porto Alegre, se engajou na luta aos 21 anos, sendo soldado nas guerrilhas do Uruguai em 1811, lutou na campanha Cisplatina, na Guerra das Províncias do Prata, 1825, e em seguida contra o caudilho Ribeira. Em 1833, carregando o título de coronel, foi chamado ao Rio (capital brasileira na época), acusado de contrabando de gado. Foi absolvido e nomeou logo em seguida Fernando Braga à presidência do Rio Grande.
Em 1835, os futuros farrapos foram surpreendidos com a criação de um imposto terristorial rural e pela demissão dos 2 comandantes Bento Gonçalves e Bento Manuel (apesar de combaterem o contrabando, ambos eram proprietários de fazendas no Rio Grande e no Uruguai e como todos, não relevavam a fronteira). Foi o auge da insatisfação e em 20 de setembro de 1835, os farrapos invadiram Porto Alegre.
Bento Gonçalves e Bento Manuel eram liberais, conscientes e monarquistas. Ambos lutavam apenas pela destituição do presidente e pela criação de um regime feudalista. Em 1836, o então presidente Feijó nomeou José Araújo Ribeiro para a presidência do Rio Grande do Sul, e a guerra quase se apaziguou. Araújo era primo de Bento Gonçalves, e muito respeitado entre os gaúchos, se ele tivesse se aliado aos farrapos logo que tomou cargo, teria acalmado o alvoroço e quem sabe instituir a paz. Não o fez, e em setembro do mesmo ano, Netto proclamou a independência.
Em o2 de outubro Bento Gonçalves foi preso por Bento Manuel, que acabara de mudar de lado (isso se repetiria mais 3 vezes). Mas, mesmo estando na prisão Bento Gonçalves foi eleito presidente da nova República. Assim que fugiu da prisão em 1837, assumiu o cargo. E só então se declarou separatista apesar de ter admiração pelo imperador.
"Bento Gonçalves foi fiel a todos, menos a si próprio". Citou um cronista do conflito.

Entre linhas...

...a maior derrota sofrida pelos farrapos no comando de Gonçalves foi vitória do próprio ex-companheiro Bento Manuel, no combate da ilha de Fanfa, no rio Jacuí, em outubro de 1836. Bento Manuel havia abandonado o lado farrapo logo no início da revolução e passou ao dos imperiais.
A vantagem das tropas de Bento Manuel foi reforçada pela aliança com o estadunidense John Greenfell, que com as frotas cercaram os farrapos na ilha e deixaram cerca de 120 deles mortos, muitos deles afogados.
Bento Gonçalves se rendeu a Bento Manuel num acordo onde nenhum de seus homens, inclusive ele seriam presos, depois de jurarem lealdade ao império. O acordo não foi honrado, e Gonçalves foi mandado para a prisão no Rio de Janeiro onde conheceu Garibaldi, revolucionário que logo depois se uniria aos farrapos.
Foi transferido para o Forte do Mar, na Bahia, após uma tentativa de fuga. Escapou de lá em setembro de 1837, retornando aos pampas e assumindo a presidência da República Rio Grandense. Foi presidente e chefe do exército farrapo, de 36, ano de sua eleição, até o fim da guerra. Em 1844 pediu exoneração para evitar conflitos internos.
Em duelo, matou o velho amigo Onofre Pires, e morreu cerca de 2 anos após o fim da guerra, pobre e deprimido.

Bento Manuel

Traiçoeiro, ou egoista?
Paulista nascido em Sorocaba, Bento Manuel Ribeiro, é o ícone de contradição da guerra. Só para início de conversa, trocou de lado quatro vezes. Dos farrapos, para os imperiais, em 1835, venceu Bento Gonçalves em Fanfa (e foi "forçado" a descumprir a promessa de que o soltaria).
Ao tornar-se líder militar do lado imperial, ficou abismado com a indicação de Antero de Brito para a presidência do Rio Grande do Sul, e em março de 37, prendeu o presidente e voltou para o lado farrapo, ficando com eles de abril de 38 até meados de 39.
Em julho de 39, ao se tornar coronel uma de suas maiores inimizades, se fastou novamente dos rebeldes. Em julho de 1840, foi perdoado pelo império e se mudou para o Uruguai, residindo lá até ser convidado por Caxias para integrar o Estado-Maior do Exército. Ao aceitar tornou-se figura chave na vitória legalista, na ofensiva final sobre os gaúchos. Em 1845 tomou cargo de marechal de campo. Morreu em Porto Alegre, 10 anos após, aos 72 anos de idade. "Ao contrário de Bento Gonçalves, Bento Manuel Ribeiro traiu a todos, menos as si mesmo" diz Tabajara Ruas, autor de dois romances sobre os Farrapos.
Manuel Osório também abandonou os gaúchos assim que o Rio Grande se declarou indepente, por dizer-se "antes de tudo brasileiro".

Giuseppe Garibaldi

O grande herói libertário. Mas apesar de ser assim considerado, convenhamos que a participação dele na guerra foi no mínimo desastrosa. Claro, desconsiderando o romance poético, e as cenas épicas.
Nasceu em Nice, em 1807, e deixou a Itália fugindo de uma condenação a morte, e da peste em Marselha. Chegou ao Rio, onde conheceu o conde italiano revolucionário Tito Lívio Zambecari e seu companheiro Bento Gonçalves. Ambos farropilhas e presos.
Garibaldi falhou ao tentar resgatá-los, mas sem demora retornaram ao rio Grande do Sul, onde com auxílio de um lanchão percorriam a Lagoa dos Patos saqueando os navios imperiais. Vários desses ataques falharam.
O maior feito de Garibaldi a favor da guerra foi na transição quase impossível de dois lanchões por terra, o Seiva e o Rio Pardo.
Apesar disso, o ataque que comandou a Laguna não resultou em nenhum benefício significativo para os farrapos. Mas se não trouxe nenhum lucro para a guerra, trouxe para Garibaldi, pois ocasionou o encontro dele com a mulher de sua vida, Anita. Em 1945, Garibaldi negou ligações com os farrapos. Voltou para a Itália, em 48, junto com Anita. De volta ao país de origem, participou de algumas lutas nacionalistas, enfrentou os austríacos, esteve nos Estados Unidos, no Peru e na China, sempre em combate.
Morreu em 1882, e em seguida foi eternizado pelo criador de 'Os Três Mosqueteiros'.

"O Pampa é o mar dos gaúchos"
Por serem praticamente leigos em questões marítmas, e pelo acesso ao mar inexistente surgiu a idéia de tomar Laguna. Neste intuito, cruzaram os pampas carregando dois lanchões imensos (de 18 e 12 toneladas), uma longa viagem que se iniciada no Rio Capivari (um dos formadores da Lagoa dos Patos). Auxiliados por 200 bois, marcharam por mais de 100 quilômetros, até a foz do Tramandaí, onde entraram no mar e se projetaram em ataque sobre a pequena e vulnerável laguna. Para o ataque receberam ajuda das tropas terrestres de David Canabarro. Os farrapos que recebiam apoio guerrilheiro da população local de Laguna, a perdeu pela geração de revolta na insistência dos saques na cidade. A tomada da cidade se deu em 22 de julho de 1839.

Aparentemente a "República Juliana" teria vida próspera, no entanto, em novembro do mesmo ano, os imperiais retomaram Laguna, e os farrapos forçados inciaram retirada por terra. Este era o início do fim da guerra.

Retomando os pontos...
Em 1839, liderados pelo guerrilheiro italiano Giuseppe Garibaldi e pelo estancieiro David Canabarro os farroupilhas cruzaram as fronteiras de Santa Catarina e proclamaram a República Catarinense ou Juliana. Esta foi desfeita alguns meses depois pelo General Soares de Andrea e pelas forças navais de Frederico Mariath.
Um acordo de paz foi proposto aos revoltoso da época, mas não interessou aos farrapos. A sede da República Rio Grandense foi transferida de Porto Alegre para Caçapava e daí para Alegrete, onde se manteve.
Curiosamente o império decidiu acatar uma das exigências dos gaúchos, propondo o fim da guerra na promessa de cobrar uma taxa de apenas 15% sobre o charque do Prata.
Em 1842, intitulou-se presidente e comandante de Armas do Rio Grande, aquele que mais tarde se tornaria o duque de Caxias. Sob sua liderança os farrapos foram vencido, e obrigados a assinar uma cordo com Canabarro que assegurava a rendição das torpas farrapas em troca de sua anistía e o ingresso dos guerreiros gauchos pra o exército imperial, além disso, ficou decretado que o governo assinaria as dívidas da Rebública do Piratini (Nome pouco usado por se referir unicamente a primeira capital, Porto Alegre).

Anita Garibaldi

Ana Maria de Jesus Ribeiro da Silva era uma simples costureira de laguina que viveu a mais linda, sofrida e emocionante história de amor do passado sulista.
Interligada ao reflexo consequente de suas atitudes, lorgou o marido, e tornou-se uma das mais valentes mulheres da história, tomou cargo de guerreira e ao lado do amante tornou-se símbolo de paixão e desprendimento.
Anita e Giuseppe se casaram em 1842, em Montevidéu. Em 1847, com três filhos foram para a Itália, onde Anita foi acolhida como heroína. Lá lutou durante dois anos ao lado do marido. Morreu em 1849, de pneumonia.

Desfechos Finais

Envolvendo intrigas polícas, economicas e ideológicas, a revolução farropilha foi tipicamente pampeana. Lutada a cavalo, repleta de atos heróicos, ataques violentos, e heróis venerados.
Alguns dos historiadores dividem a guerra em três partes, a primeira inciada em setembro de 1835 e finalizada em setembro de 36, intitulada de "A Separação". A segunda de 36 a 43, "A Fase da Rebelião", e a última "A Reintegração" do Rio Grande ao Império, de 43 até a paz de Poncho Verde, aceita em fevereiro de 1945.
Apesar da paz ter sido reimposta, Caxias não a aceitava, por saber que a luta não dizia respeito, como todos pensavam, a "esfarrapados", mas sim, a elite Rio-Grandense, os grandes latifundiários produtores de charque, e se indignava absurdamente, pois embora a firmação do acordo que diminuiam os impostos, as taxas uruguaias continuavam com significativa diferença, sendo que enquanto o charque gaúcho rendia ao Rio de Janeiro 25% de seu valor, o Uruguai era obrigado a pagar apenas 4%.
Além disso, a promessa de liberdade aos escravos guerrilheiros não foi cumprida, teve fim trágico e cruel. Em 1844, os chamados "Lanceiros Negros", foram reunidos em Porongos, e sob as mãos do comandante Canabarro, foram exilados. Essa atitude, embora desumana, evitou problemas.
A guerra durou 10 anos, embora fossem feitas pausas durante o forte do inverno. Os farrapos inciaram a guerra com 1700 homens, reunindo mais tarde 3 mil. Os imperiais contavam com apenas 270 guerreiros, incialmente, recebendo apoio mais tarde, de 11 mil soldados, dois terços do Exército brasileiro da época. Apesar da vantagem, Caxias só venceu a guerra por dispor da ajuda de Bento Manuel e de Chico Preto, violento guerrilheiro.
Além das vítimas como os escravos, os alemães rescém chegados ao Brasil, e recrutados pelos farrapos, os bois que tiveram as liguas cortadas para não serem usados pelo inimigo, outro grande refém dos farrapos foi a verdade.
Embora poucos saibam, a história da guerra foi mantida como tabu durante muitos anos, sendo proibido escrever sobre os relatos da revolta. O primeiro livro que conseguiu ser publicado foi Memórias de Garibaldi, dissertado por Dumas.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Hipocrates
Nem a sociedade, nem o homem, nem nenhuma outra coisa deve ultrapassar os limites estabelecidos pela natureza.

sábado, 9 de fevereiro de 2008

A guerra do Contestado



Desespero, fanatismo, insatisfação e crueldade. Em foco quase imitativo a Guerra de Canudos, movido pelos mesmos motivos e em quase semelhante desfecho, registra-se, 15 anos mais tarde, na região "sul-maravilha" a Guerra do Contestado.


Com uma economia fragilizada, baseada no cultivo de erva-mate e na extração de madeira, os jagunços ocupantes de um território de 48 mil km² situado a noroeste de Santa Catarina e sudoeste do Paraná se vêem repentinamente obrigados a abandonar suas casas, pela inconsequente decisão do governo federal em que cederia à Brazil Railway uma faixa de terra na extensão de 30 km de largura, no centro da qual seria construída uma estrada de ferro para a interligação de São Paulo ao Rio Grande do Sul. A razão dada pelo governo era de que esta ferrovia viria para benefício dos gaúchos, pois transportaria o charque produzido por eles.


Bom, era apenas mais uma tentativa do governo de amenizar a insatisfação também dos Rio Grandenses (motivo principal da Revolução Farroupilha), pois com o aumento do preço do charque o país deu início a importação do mesmo de outros produtores como o Uruguai e a Argentina, que atigiam valores menores, deixando assim de lado a produção nacional, logo, a perda de comércio do Rio Grande do Sul.



Além da companhia que faria a construção da ferrovia, instalou-se na região também a Southern Lumber, para fazer a desmatação e limpeza da área em que passaria a estrada. Ambas eram propriedade de Percival Farquhar, considerado um dos DONOS do Brasil. Literalmente!

A Southern Lumber contratou milhares de caboclos da região, impondo-os à um trabalho vil e semi-escravo.



Quando tiveram início as construções, os militares do governo, invadiam as casas e expulsavam os moradores que se negavam a sair, saqueavam os bens de valor, e queimavam as residências.

Essa situação forçou os jagunços a unirem forças para conter os oficiais, dando início definitivo a revolta.


Embora o exército contava com maior número de pessoas, munição e técnica guerrilheira, os jagunços levavam vantagem no quesito do território. Nascidos na terra, e utilizando dela para a própria sobrevivência, deu a eles um conhecimento aprofundado sobre trilhas, esconderígios e atalhos. Este foi um ponto de forte aproveitamento.


Sem dinheiro, apoio, e quase sem esperança, os jagunços se apresentavam cada vez mais vulneráveis aos ataques, mas não desistiam da luta. Se reuniam durante a noite no meio da mata, envoltos numa fogueira para tomar chimarrão, se reestabelecer das batalhas, e armar as estratégias para surpreender os militares. Nessas "rodas", frequentemente havia a presença de um oficial disfarçado com o intuito de descobrir e interromper os planos dos jagunços, e vigiar para que ninguém ousassee difamar a República, (considerado crime).


Definitivamente estavam cercados e desiludidos, ou morriam na tentativa de fuga ou eram explorados por quem supostamente trazia o "progresso" para o Brasil. Sem a mínima noção do que ainda poderia lhes acontecer e sem esperança de futuro, os jagunços encontraram nas mãos de um gaúcho índio e mestiço, a força e coragem que precisavam, anexadas a vontade de lutar por seus direitos, trouxe vida nova à batalha.


Em 1911, surge em Palmas (PR), aquele que seria o ícone da guerra. Um monge, homem simples, de aparência medonha, de barba e cabelos longos, descrente de posses materiais, planta entre os jagunços uma esperança nova, a fé. Tornou-se do povo o líder, e mesmo sem participar diretamente das batalhas encontrava o caminho da vitória.


Conhecido como João Maria, este homem se fez acreditar, por dizer ouvir vozes daqueles que já teriam derramado o próprio sangue, e dado a vida por esta causa. Baseando-se nessas vozes, confiando em Deus e com o auxílio íntegro do conhecimento da região, tido por aqueles que alí sempre viveram, João Maria venceu todas as batalhas que liderou.




Em pouco tempo João Maria já reunia cerca de 2 mil seguidores. Defendia o fim dos tempos, pregava que o comércio era insano e que S. Sebastião voltaria para reinar na Terra. Dizia ainda que tinha sido nomeado por Deus, para ser o fundador da "Monarquia Celeste" construindo seu primeiro "quadro santo" em Curitibanos (SC), este cercava com quatro cruzes de madeira uma capela simbólica em seu centro.



Limitados pelos rios Uruguai, Iguaçu e do Peixe, e pela fronteira com a Argentina, os jagunços focaram todas as forças que ainda restavam na companhia e auxílio indispensável de João Maria que apontava Deus como guia. Venciam com maior facilidade, aproveitavam as vantagens e oportunidades, driblando as dificuldades.


Em outubro de 1912, uma tropa com cerca de 400 homens e liderada pelo capitão João Gualberto, atocou o "quadro santo" de Irani (SC) onde se refugiavam os seguidores de João Maria e que fora contruído alguns anos após o de Curitibanos. Nesse ataque, um dos primeiros a serem mortos foi o próprio monge, sendo esta a primeira e a última batalha que participaria. Além do monge morreram também Guadalberto e outros 13 soldados, os demais fugiram deixando para trás as armas e munições que carregavam.


A morte inesperada de João Maria provocou um certo abalo entre os rebeldes, mas que foi solucionada após o seguimento das ordens que o monge havia deixado para tal situação. Em uma das reuniões de que promovera, João Maria explicou alguns procedimentos que deveriam ser tomados caso ele viesse a morrer, que seria a de enterrarem o seu corpo com a cabeça voltada para o nascer do sol, com uma pedra maior indicando a direção acompanhada de uma cruz, e com um círculo formado por pedras menores ao redor do corpo. Segundo ele, se fizessem isso do jeito como ele ordenara alguns dias após ele retornaria à vida e retomaria o posto de líder.


Porém, não foi exatamente o que aconteceu. Houveram relatos de que uma garotinha teria visto João Maria enquanto brincava próximo ao lugar onde ele tinha sido enterrado. E que ele ainda teria dito à ela que os jagunços não poderiam abandonar a guerra por causa de sua morte, e que um acordo entre os dois lados estava por vir. Mesmo sem muitos crerem nas afirmação da garotinha, estratégias para novos confrontos foram estudadas e postas em prática.


Depois da ação da polícia de raspar a cabeça de alguns jagunços, os demais também rasparam e passaram a se chamar de "pelados", sendo os "peludos" os combatentes do governo, ou como eles constumavam dizer, os combatentes da Monarquia Celestial.


A revolta se estendeu por mais alguns anos até que o governo decidiu ceder a pressão dos jagunços, e reuniundo cerca de 20 mil na praça da cidade de Irani, declarou o encerramento da construção da estrada de ferro. O acordo de paz foi assinado no dia 12 de outubro de 1916, mediante a presença dos governadores Filipe Schimidt (de Santa Catarina) e Afonso Camargo (do Paraná), no local onde logo depois seria fundada a cidade de Concórdia (SC), com seu nome homenageando o acordo de paz entre os dois lados da guerra.



Hoje estão disponíveis para visitação os museus do Contestado, sendo um localizado em Irani e outro em Caçador (SC). Além do museu, em Irani também existe o 'Cemitério do Contestado', reconstruído próximo ao museu, o marco simbólico da guerra (foto a cima) e a área onde ocorreu a batalha que provocou a morte do monge. Reside em Irani também aquele que julgamos a maior celebridade do contestado, o professor e historiador que dedicou toda a sua vida para descobrir o que de fato provocou a guerra, e que defende com unhas e dentes o reais heróis da história, os jagunços.

Saudações a imponente figura de Vicente Telles!